quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Onde caminharmos, seja na areia da praia
na relva verde ao pé da montanha
ali ficarão nossas pegadas
para não sermos esquecidos.

Em qualquer coração que entremos
mesmo que seja por alguns minutos
deixaremos uma pequena marca
como a nota musical de uma canção.

Qualquer sorriso que trocarmos
mesmo um sorriso virtual
que se expresse “rs” ou “kkk”
será sempre um sorriso que existiu.

São nossas pegadas, deixando suas marcas
enquanto levamos na bagagem, outras pegadas
dos sorrisos que nos retribuíram
da palavra que preencheu nossa solidão.

Neste ou naquele mundo, sempre haverá
essa marca forte e incontestável
nada mais era do que uma possibilidade
que nós chamamos de "Pegadas".

Alguém um dia vai nos lembrar
de outro alguém que se perdeu na multidão
porque somos todos, elos de uma corrente
que se partem, mas não se separam.
Jamais!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vou por aí, numa viagem
buscar o tempo perdido
reaver sonhos inacabados
tentar parar o vento
criar um doce momento
inda que seja o último...
Vou por aí sem hora marcada
sem estação de chegada
sem pressa, sem correria
pra ver a vida de perto
saber a cor dos seus olhos
que eu nunca vi...
Os olhos da vida
sempre me mostraram
o que eu precisava
nunca duvidei dessa visão
será que foi perfeita
teria ela se enganado
ao ver meu coração?!
Vou por aí, procurando razões
que ficaram esquecidas
entre uma e outra vida
sem que eu saiba porque.
Vou tentar entender
esse vazio imenso
que toma conta do que eu penso
quando eu penso em você.
Se as imagens passarem muito depressa
pela janela, e eu não puder ver
Se de repente eu chegar,
antes da hora, a algum lugar
deixo este poema, para você saber
que não foi em vão a minha procura
mesmo se apesar de tudo
eu não lhe encontrar
não merecer a ventura.
O caminho da solidão, frutos do desespero mortal,
a morte em questão, questionamento do arcanjo matador,
a visão triunfante do semelhante esta longe, dura realidade,
realidade escondida por mitos e velhos magos, velhos vampiros,

venha comigo minha vampira, conheça meu mundo, minha vida,
quero lhe mostrar meu lar, meu refugio, o abrigo da luz
luz caida, guerreiro derrotado, derrota humilhante,
deiche me, lhe mostrarei a verdadeira eternidade, morte a solidão,

minha bela vampira, meu belo amor, doce menina, estas bem?
Caminhe comigo, nunca me abandone, a solidão eterna é cruel,
deiche me escolher o que eu quero, não faça escolha por mim,
continue comigo, mostra me o verdadeiro amor, amada minha,

não deiche que o final se concretise com uma faca,uma estaca
jah fiz minha escolha, faça a sua, assim morreremos felizes,
morte, algo insignificante perante o calor vampirico,
vampira minha, amada minha, uma rosa para um morto

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ia longe a vida pela estrada
às vezes florida, outras, empoeirada
o cansaço tomando conta da alma
vencido apenas por querer ser feliz.

De vez em quando um sonho pousava
num galho atrevido que invadia a estrada
acenava-me de longe, parecendo colorido
de perto, só um logro e mais nada.

Mas eu ia, seguindo a vida cabisbaixa
salvando uma esperança aqui, outra ali
de serem todas feridas ou atropeladas
ao longe uma curva se delineava...

Hoje eu cheguei na curva e pude sorrir
uma surpresa me esperava
uma surpresa que sorri de forma tão linda
difícil de acreditar, mas não é uma mentira.

Olhei as franjas brancas do rio fazendo festa
tudo que eu desejei: atirar-me naquelas águas
sem pensar na morte, dele e minha
cantar feliz pela sorte que se avizinha...

Do rio eu conheço o roteiro, sei onde termina
da vida, o roteiro é uma incógnita, ninguém imagina.
Importante é viver, intensamente, mesmo sem saber
por isso só me ocorre lhe dizer:- vem comigo...