domingo, 14 de outubro de 2007

Há um silêncio dentro de mim,
Porque minha alma se calou.
E quando a alma da gente se cala,
Não há o alvoroço das ilusões,
O trânsito constante da esperança,
O farfalhar do amor.
Quando a alma da gente se cala,
É como ver florestas imóveis
Sem canto de pássaros...
É como ver o mar parado
Sem ondas estourando na praia.
Quando a alma da gente se cala,
É como criança nascendo sem chorar,
Parque de diversões sem música,
Festa junina sem fogos,
Carnaval sem samba...
Quando a alma da gente se cala,
Uma tristeza imensa vai nascendo,
Um marasmo dolorido vai ficando,
Uma saudade sonolenta vai chegando,
Uma tempestade vai se aproximando.
Quando a alma da gente se cala,
É porque a gente não está amando!

Nenhum comentário: