terça-feira, 13 de novembro de 2007

Se os ventos fossem mais ameno
seu poderia repousar em seus braços
no acalanto sereno que eu tinha
onde descobri nossa forma de amar.

Que o tempo demorou a me dar você
e quando eu pensei que nem mais teria
você surgiu de trás dessa cortina
onde o tempo guarda o amor.

Ah, se os ventos fossem mais amenos!
Entrariam pela janela sem violência
veriam minha emoção, minhas carência
senvolveriam-se em nossa paixão.

A promessa da brisa seria cumprida
lá do penhasco ela veria nossos corpo
se os banharia em torpor, calma e delírios
supostamente esperados... quase esquecidos.

Você não teria partido! Ficaria comigo
a desvendar mistérios da nossa confraria
essa ligação assombrosa e repentina
que envolveu, como o vento, nossas vidas.

Se os ventos fossem mais amenos...
quem sabe seus olhos viriam refletir
essa saudade, esse calor sereno
que ainda abriga, a minha alma sozinha.

Durmo ao vento, que se fosse mais ameno
seria uma carícia, não um sofrimento
mas tem a decência de nunca prometer
mais do que pode dar...
mais do que pode ser...

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